Vou contar como comecei minha independência financeira e também minha independência como mulher. A 7 anos atrás era casada, e antes disso também solteira dependia de meus pais, ou seja nunca conseguia ser independente totalmente,sempre estava dependente de alguém. Até tentei trabalhar fora antes de ser casada ( como disse me separei a sete anos) mais meus pais me prendiam e diziam que eu não tinha necessidade disso, porém eu nunca gostei da situação de depender de alguém. Meus pais me obrigaram a casar com alguém que eu não gostava e não deu outra, era muito infeliz. Bom já que casada,resolvi tentar coisas para tentar ter independência.Quando peguei um dinheiro investi em um carro antigo, e comprei uma máquina de estampar camisetas,canecas,chinelos e bonés. Também ao mesmo tempo comprei coisas parar virar consultora da Mary kay. Meu ex como meus pais achava que o serviço dele bastava, mas eu sempre tive a visão que se vc quer crescer na vida não pode ter uma única renda,coisa que ele não entendia. Bom ele passou a ficar desempregado então eu dei a ideia dele usar o meu carro para vender sonhos e picolés com o irmão dele, e mesmo grávida como estava na época, eu saia com o barrigão vender junto. Ele nunca gostou de minha companhia, gostava sempre de estar sozinho, acredite não era por eu estar grávida, eu estando ou não,ele sempre me maltratava. Mesmo assim sempre fiz questão de ir trabalhar junto. Sempre achei que um casal que deveria ter uma visão de crescimento juntos,mesmo naquela situação incomoda de ser maltratada por ele. Bom depois de meu filho nascer me separei e fui viver com meu filho na casa de minha mãe, aonde voltei a fazer lives, assim como já fazia antes de ter casado. Minha mãe continuava a não me deixar trabalhar e vivia na situação incomoda de depender de alguém ainda (era humilhada pela minha mãe por isso) meu pai já tinha falecido. Fiquei 8 meses na casa de minha mãe dependendo dela e sendo humilhada por ela e minhas irmãs por isso. Mesmo assim presa em casa não deixei de fazer algo, comecei a voltar a fazer live,só que dessa vez não era no computador como quando antes casar,separar e ter de ter filho, era num app pelo celular no “ periscope” o único app de lives que existia. Acredite quase nenhum brasileiro fazia lives lá, as lives que tinham lá, eram de pessoas da tv. Eu tive a ideia de fazer algo diferente, uma anônima que fazia lives com músicas ao fundo” pra ficar divertida” e muito bom humor conversando com o publico que entrava. Era uma live com humor (muito engraçada) e músicas . A live passou a ser muito frequentada de início por homens. Que para chamar a atenção tive a ideia de usar roupas como: decotes,e shorts curtos e maquiagem para chamar o publico,para assim entrarem na minha live. É claro, isso era apenas para fazer chamar a atenção do público e assim passarem a conhecer minhas lives. Depois deles entrarem se deparavam com uma live fora do comum,eu entretia eles com uma conversa engraçada,aonde tudo virava piada, (coisa que moças comuns jamais teriam coragem de fazer).Eles sempre falavam de sexo e eu usava disso para fazer piadas ousadas sobre o assunto, aonde sempre rendia muitas risadas do público,que ao invés deles me cantarem,começaram entrar na brincadeira, se divertindo muito. Assim passei ter um número muito grande de seguidores cheguei a 55,000 seguidores em menos de um ano, sem qualquer divulgação de alguém e sem pagar nada para ser divulgada ( como acontece em alguns app hoje em dia). Minhas lives chegavam ter mais visualizações que lives de alguns famosos, como: Vanessa Camargo, que não passava de 600 pessoas nas lives. Eu nessa mesma época chegava frenquentemente no mesmo app a mais de 1000 pessoas nas minhas lives ao mesmo tempo. Tive a ideia de passar eles para o Instagram,aonde eu os avisa quando teria lives e ao mesmo tempo fazia Stories no Instagram,para interagir com eles por lá também,e também postava fotos. Lá o numero de seguidores não ficou tão grande como no periscópe ,mais muitos foram para lá. Continuei a fazer lives lá no app. Até que do nada, minha mãe sem ter qualquer problema de saúde foi parar no hospital, e descobriram todas doenças possíveis,tinha de tudo, ela ficou em coma e depois debilitada “acamada”. Minhas irmãs me jogaram sem nada com meu filho “ que tinha suspeita de autismo” na casa de trás “ fora da casa de minha mãe” sem absolutamente nada. Eu me senti perdida, assustada com a situação de minha mãe, sem saber o que fazer, já que sempre me obrigavam a depender de alguem, eu não tinha nem uma experiência trabalhando fora o suficiente para me darem um emprego. Coloquei meu filho na creche e tentei mandar currículos mesmo assim, aonde nunca me chamaram. Eu mesmo muito abalada com a situação de minha mãe e por me sentir sozinha,perdida no mundo com meu filho, tive a ideia de vender vídeos e fotos (adultos) sim,amadores,vídeos sempre sozinha de ( masturbacao e nudes sozinha,para meu publico masculino que tinha adquirido nas lives). Assim comecei um trabalho autônomo, aonde conseguia me manter com meu filho. Era muito maltratada por minha família e também pelos moradores do meu bairro. Estava numa situação psicológica pessima, era chutada para fora de comércios com meu filho por não ter muito dinheiro de início para comer. Meu filho sempre muito agitado,era praticamente impossível sair com ele na rua,ele tinha crises de autismo (que ainda não tinha diagnóstico).As pessoas nos maltratavam por isso. Cheguei a ser expulsa de um shopping por meu filho ficar andando inquieto pelas mesas. Todo dia de manhã minha vida era uma guerra pra levar meu filho para a creche,aonde ele se retorcia,tentava fugir entre carros , e minha irmã e outras pessoa me criticavam por isso, como se fosse minha culpa,diziam que era má educação dele e na verdade era por conta do autismo. Então eu levava ele no colo todos os dias pesando muuuito,por várias quadras no colo. Meus braços ficavam muito doídos e trêmulos pelo peso dele, e pela grande força que ele fazia,se retorcendo até chegar lá. Lá na creche ele ficava o dia inteiro e se alimentava lá. Eu saia de lá e ia gravar meus (videos adultos sozinha) em casa, vídeos amadores, e depois fazer lives para divulgar e fazer a venda. Usava internet 3g de início,aonde comprei um chip, comecei pagar minhas contas com os vídeos,aí comecei ter internet paga em casa. Tive ajuda de algumas pessoas, como uma de uma senhorinha aonde eu ia todas as manhãs depois de levar meu filho na creche na lanchonete. Lanchonete que todas as manhãs eu sentava tomar um café e comer uma coxinha refletindo a vida, era uma paz tão grande,sentia o prazer da liberdade, aonde eu pagava meu próprio café da manhã e fazia vendas no celular de vídeos ao mesmo tempo. Sentia o prazer da liberdade pela primeira vez, sentia prazer em pagar minhas próprias contas. Uma coisa incrível pra mim,que a partir de uma ideia minha e de meu próprio esforço ( que só dependia de mim mesma para trabalhar). passei a pagar contas,comprar comida, comprar roupas para mim e para meu filho, e não dependia de chefe ( eu sendo minha própria chefe). Fazia o que bem entendia da minha vida, sem dar satisfação a ninguém. Quando precisava de dinheiro ia lá e fazia minhas vendas, a hora que eu queria, fazia minha própria hora de trabalho, sensação incrível de independência e liberdade. Aí comecei ir no crás um centro de ajuda, aonde recebi apoio e fui ao medico, tive o diagnóstico de autismo do meu filho. Eles do crás me deram todo suporte e auxilio de como fazer para correr atrás dos direitos do meu filho,e falaram que eu tinha direito a um benefício. Eles me fizeram correr atrás, me ajudaram com toda a papelada,me orientando de como eu deveria fazer para conseguir. Comecei a correr atrás disso, e é claro,para me manter continuava com meu serviço autônomo de vendas de conteúdos adultos.Fui me mantendo só deles por 2 anos, até sair o benefício dele.Foi uma luta pra conseguir. Só soube desse direito por pessoas do crás,que me falaram do nosso direito. Não parei depois de conseguir o benefício, reformei e mobiliei minha casa. Sim,a casa velha aonde eu dormia na sala com meu filho,só tinha uma cama e uma tv, o resto da casa só tinha intulhos, não tinha nem como usar os outros cómodos da casa. O teto caindo e sem piso.Bom mudei tudo,coloquei piso na casa, arrumei o teto todo novo,pintei as paredes (os pedreiros que achei eram ótimos). Acabei até com problemas de goteiras que nunca eram arrumados desde da época meu meu pai,que nunca conseguia fazer isso. Eu consegui tudo sozinha, sozinha com meu filho. Reformei e mobiliei nossa casa e agora tínhamos um ganho fixo,além da vendas de conteúdos adultos. A situação nossa melhorou muito, agora eram dois ganhos, duas rendas. Mais não parei por ai, comecei a investir em cursos e tambem fui contratada por apps de lives agora pagas como Bigo live e TIKTOK. E agora também o privacy,que me facilita as minhas vendas de conteúdos adultos, agora não preciso só vender manualmente como fazia antes. O site tira porcentagem e eu a minha, assim me ajuda a vender. Não faço só isso,também faço vídeos chamadas pagas quando preciso de mais um dinheiro extra. Comprei cursos on-line como: gestão de tráfego,produção musical e inglês. O curso de inglês ainda pratico, porque acho necessário aprender inglês para trabalhar com gringos no app de lives e também com conteúdos. Sim, também faço vendas internacionais de conteúdos, e também recebo do app em dólares. Aprendi a lidar com dólares e saber seu valor. Bom então a partir peguei a musica flowers da Miley Cyrus , e passei a me nomear e nomear todas mulheres que nem eu,que buscam sua independência de “Flowers” porque como diz na letra da música: Eu posso me mandar flores,eu posso me tirar para dançar, eu posso segurar minha própria mão. Sim, por isso escolhi o nome Flowers para todas as bossgirls como eu, que carregam todas responsabilidades sozinhas e dependem de si mesmas. Não vou parar por aí, porque como sempre digo, a vida é feita de conquistas, e sempre temos que crescer a cada vez mais. Ainda só estou no começo e quero voar muito alto.
Parabéns pela sua luta, você é uma mulher de valor.
ResponderExcluir